
Até 6 de outubro de 2025, um levantamento da Elos Ayta Consultoria identificou que 11 ações listadas na B3 acumularam quedas superiores a 50% no ano.
Esses papéis têm liquidez (foram negociados em todos os pregões do ano), o que reforça que as perdas não se devem à falta de negociação, mas sim a uma reavaliação profunda dos mercados.
A seguir, trago o ranking mais recente, dados atualizados de cotações e volumes, além de análise sobre o panorama recente e implicações para investidores.
Ranking atualizado das 11 ações com queda acima de 50%
Conforme o levantamento recente:
PosiçãoTicker / EmpresaQueda acumulada em 2025 até 6 de outubro

1PDG Realty (PDGR3) ?96,80 %
2Ambipar (AMBP3) ?93,00 %
3Infracommerce (IFCM3) ?82,63 %
4Monteiro Aranha (MOAR3) ?79,54 %
5Recrusul (RCSL3) ?75,78 %
6Oi (OIBR3) ?72,39 %
7Gol (GOLL54) ?69,24 %
8Azul (AZUL4) ?68,93 %
9Gafisa (GFSA3) ?68,86 %
10Sequoia (SEQL3) ?56,48 %
11Raízen (RAIZ4) ?55,09 %
* Valores acumulados desde o início de 2025 até o corte do levantamento (6 de outubro).
Embora esses números já fossem conhecidos, vamos agora ver o que mudou ou merece atenção até hoje.
Dados mais recentes de cotações e movimentos
Ambipar (AMBP3)
- Em 9 de outubro de 2025, a ação Ambipar ON (AMBP3) era negociada a R$ 0,72, com oscilação intra-dia entre R$ 0,67 e R$ 0,94.
- A empresa cancelou recentemente uma assembleia extraordinária e uma emissão de debêntures, o que reforçou a instabilidade e preocupação dos investidores quanto à saúde financeira.
Raízen (RAIZ4)
- A cotação da RAIZ4 está por volta de R$ 0,86 (variação negativa no dia) segundo dados recentes do site Investing.com.
- Também foi reportado que a Raízen iniciou o ano a cerca de R$ 2,16 nas negociações, demonstrando a magnitude da queda.
Volumes médios de negociação
Um ponto consistente no levantamento original (até 6 de outubro) é que, mesmo entre as ações com quedas dramáticas, algumas mantêm volumes médios diários expressivos:
- Azul (AZUL4): ~ R$ 64 milhões/dia
- Raízen (RAIZ4): ~ R$ 32,8 milhões/dia
- Ambipar (AMBP3): ~ R$ 15,9 milhões/dia
Esses valores reforçam que a queda não decorre de iliquidez ? os papéis continuam sendo negociados frequentemente.
Outros movimentos recentes
- A Ambipar teve notícias relevantes: seu conselho cancelou assembleia extraordinária e a emissão de debêntures prevista.
- Sobre a Azul, houve movimentos de recuperação em alguns pregões, especialmente após anúncios que envolveram negociações com a Gol ou mudanças operacionais.
O que mudou / pontos de atenção
- Estresse financeiro e incertezas judiciais
- A Ambipar, por exemplo, parece estar no limiar de uma crise de liquidez mais profunda, com cancelamentos de operações financeiras e reagrupamentos internos. Isso reforça a percepção de risco elevado para o mercado.
- Aproveitamento de eventuais repiques no mercado
- Apesar das quedas severas, algumas dessas ações têm apresentado saltos pontuais ? especialmente à medida que os preços ficam ?baratos demais?, atraindo especulação de recuperação de valor.
- Persistência da desconfiança nos fundamentos
- Mesmo que haja volumes ativos de negociação, o fato de o mercado manter essas ações sob venda frequente sugere que os investidores ainda duvidam dos fundamentos, do balanço ou da capacidade de recuperação das empresas.
- Comparações setoriais continuam relevantes
- Os setores mais atingidos continuam sendo construção civil, imobiliário e transporte/aviação. Isso mostra que o declínio não é isolado ? tende a refletir condições macroeconômicas desfavoráveis para segmentos sensíveis.