
O Bitcoin e as principais criptomoedas registraram leve alta nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025, após uma das correções mais severas do ano, quando o BTC chegou a romper brevemente o nível psicológico dos US$ 90 mil. O episódio eliminou todos os ganhos acumulados em 2025 e reacendeu preocupações sobre a força do ciclo de alta.

Por volta das 18:50h (horário de Brasília), o Bitcoin avançava 0,52%, cotado a US$ 92.575,48, enquanto o Ethereum subia 5,34%, negociado a US$ 3.146,61, segundo dados da Coinbase.
A recuperação ocorre após o BTC tocar US$ 89.253,78, seu menor valor desde abril ? refletindo uma queda próxima de 30% frente à máxima histórica. Em Hong Kong, o ativo chegou a marcar US$ 89.420, ampliando o sell-off que apagou todos os ganhos do ano antes de iniciar uma leve reversão.
A atual fase de volatilidade é fortemente influenciada pelas expectativas em relação ao Federal Reserve. Embora o BC americano tenha reduzido os juros em 25 pontos-base (para 4,25%?4,50%), as projeções para 2025 indicam apenas dois cortes adicionais, frustrando investidores que esperavam um ciclo de afrouxamento mais agressivo.
Como consequência, o apetite por risco diminuiu. E embora o Bitcoin seja muitas vezes visto como proteção contra inflação, na prática o sentimento e o posicionamento institucional pesam mais no curto prazo.
O mercado de ETFs de Bitcoin vive um momento ambíguo.
? Entrada recorde: Harvard investiu US$ 443 milhões em ETF de BTC ? o maior aporte institucional já registrado em um fundo desse tipo.
? Resgates massivos: Em outra sessão, o setor registrou cerca de US$ 869,9 milhões em saídas líquidas, intensificando a pressão vendedora.
Em julho de 2025, os ETFs já acumulavam 938 mil BTC (cerca de US$ 63,3 bilhões). O volume é muito superior ao dos ETFs de ouro em seu primeiro ano ? que captaram apenas US$ 1,5 bilhão.
A queda se acelerou após o BTC perder o suporte de US$ 93.700 no fim de semana e romper a média móvel de 200 dias, ativando um death cross entre as médias de 50 e 200 dias ? padrão que historicamente antecede períodos de correção mais prolongados.
O ETH apresentou alguns dos melhores desempenhos entre as altcoins. Em determinado momento do ano, acumulou alta de 45% em apenas uma semana.
No terceiro trimestre de 2025, fundos institucionais registraram US$ 9 bilhões em entradas em produtos lastreados em Ethereum ? superando o Bitcoin, que ficou com US$ 8 bilhões no período.
Solana também ganha protagonismo com:
Com o Firedancer, a rede poderá processar mais de 1 milhão de transações por segundo, reforçando seu posicionamento como a blockchain de alta performance mais promissora da atualidade.
Segundo análises de bancos e casas de research:
O país realizou sua maior compra diária: 1.090 BTC, elevando as reservas nacionais para cerca de 7.500 BTC.
A empresa soma agora 649.870 BTC, avaliados em mais de US$ 48 bilhões, com preço médio de entrada em US$ 74.433. A companhia segue emitindo títulos conversíveis para ampliar sua posição.
A analista Carolane de Palmas (ActivTrades) destaca que o Bitcoin deve permanecer exposto à volatilidade enquanto o rumo do Fed permanecer incerto.
Os ETFs negociados na B3 oferecem exposição regulada ao mercado cripto, tornando-se uma opção cada vez mais segura para investidores iniciantes ou institucionais.
O mercado de criptomoedas vive um momento decisivo. A forte correção trouxe incertezas, mas não alterou a tendência de adoção institucional crescente, avanço regulatório e evolução tecnológica do setor.
A capacidade do Bitcoin de se manter acima de US$ 90 mil nas próximas semanas será crucial para determinar se o mercado encontrou um fundo ou se novas quedas podem ocorrer.
Em um cenário macroeconômico ainda dependente das decisões do Federal Reserve, a recomendação permanece clara:
criptomoedas são ativos de alto risco e alta recompensa ? exigem disciplina, gestão de portfólio e visão de longo prazo.