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Os Estados Unidos anunciaram que vão sair outra vez da UNESCO, agência da ONU responsável por assuntos de educação, ciência e cultura, mesmo tendo retornado à organização há apenas dois anos.

A porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, disse que a saída tem relação com o que os EUA veem como um esforço da UNESCO para "promover causas sociais e culturais fraturantes". Ela também afirmou que a decisão de aceitar o "Estado da Palestina" como membro da organização é "altamente problemática, contrária à política dos EUA, e contribuiu para a proliferação da retórica anti-Israel no seio da organização".


Mesmo com os EUA sendo responsáveis por uma parte importante do orçamento da UNESCO, a agência ? segundo a Associated Press ? deve conseguir continuar funcionando sem esse dinheiro. A participação americana no financiamento da organização tem caído nos últimos anos e, atualmente, representa apenas 8% do orçamento total, com outros países aumentando suas contribuições.


Os EUA já tinham deixado a UNESCO em 1984, no governo do presidente Ronald Reagan, alegando má administração, corrupção e o favorecimento da União Soviética por parte da entidade. O país retornou à organização em 2003, quando George W. Bush era presidente.


Em 2017, a gestão de Donald Trump anunciou a segunda saída dos EUA, alegando novamente preocupações com atitudes contra Israel. A decisão passou a valer no ano seguinte. Tanto os EUA quanto Israel já haviam parado de financiar a UNESCO depois que a entidade votou, em 2011, pela entrada da Palestina como Estado-membro.