Você está sem tempo de estudar sobre os investimentos, mas já entendeu que investir é a melhor maneira de alcançar uma vida mais tranquila lá no futuro não é mesmo?
Uma forma de começar a investir sendo iniciante ou até mesmo para diversificar seus investimentos é através da renda fixa.
Eu tenho uma parte dos meus investimentos em renda fixa para reserva de emergência, não visando grandes ganhos, mas sim ter liquidez e aumento de patrimônio.
Antes de mais nada, é bom deixar claro que renda fixa é emprestar dinheiro para alguém.
Pode ser para o banco como os famosos CDBS, para empresas como por Debêntures e emprestar para o governo através do tesouro direto.
Os prazos podem ser pré-fixados, pós-fixados ou híbridos.
Prefixados: quando o retorno é conhecido no momento da aplicação, ou seja, você tem um retorno fixo. Sendo assim, a movimentação de qualquer indicador, como o CDI ou a Selic, não interfere na rentabilidade do investimento, pois o retorno já foi determinado e já é conhecido no momento que o investidor adquire o título. Por exemplo: CRA de 9% ao ano.
Pós-fixados: o rendimento é indexado ao
CDI, e a rentabilidade é expressa por meio de um percentual desse indexador. Um
exemplo: CRI com retorno de 90% do CDI
Híbridos/atrelados à inflação: investimentos híbridos têm um componente prefixado e outro pós-fixado. Desta forma, uma parte da rentabilidade é estabelecida no momento da aplicação e a outra é atrelada a um índice econômico, que costuma ser o IPCA. Por exemplo: CRI com IPCA + 6%.
Vamos para os investimentos para você estudar em 2024
Tesouro Selic é um dos títulos da dívida pública brasileira. Também é conhecido como Letra Financeira do Tesouro (LFT), seu nome técnico. Assim como outros papéis disponíveis no Tesouro Direto, o Tesouro Selic também consiste em um empréstimo ao Estado, que utiliza esses recursos para financiar seus gastos e investimentos.
Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver os valores corrigidos por uma taxa e em um prazo definidos no momento da aplicação. No caso do Tesouro Selic, o rendimento está indexado à taxa básica de juros.
Como possui rendimento diário, o investimento no Tesouro Selic preserva o valor investido mesmo em caso de retirada antecipada. Por sinal, o Tesouro garante a recompra diária do título. Assim, essa é uma aplicação com boa liquidez, com os recursos retornando para a conta do investidor no dia útil seguinte ao pedido de resgate, ou em ?D+1?, no jargão do mercado.
Tesouro Selic é um dos investimentos mais simples e seguros. Não a razão para investir na poupança pois a rentabilidade é superior e tem a mesma segurança e liquidez. Tem IOF se resgatar antes dos 30 dias e IR retroativo que deixo a tabela abaixo.

Se você já investiu no Tesouro Direto, sabe que quem compra títulos públicos na prática ?empresta? dinheiro para o governo fazer a máquina pública girar. Da mesma forma, quem investe em debêntures empresta recursos para uma empresa realizar grandes projetos. A lógica é exatamente a mesma nos certificados de depósito bancário: quem compra CDBs empresta dinheiro para os bancos financiarem suas atividades de crédito.
Os bancos captam dinheiro com os CDBs oferecendo em troca uma remuneração ? os juros ? aos investidores, por um determinado período. Os recursos são usados por essas instituições para conceder empréstimos a outras pessoas.
Só ficam de fora os valores que os bancos são obrigados a recolher como depósito compulsório junto ao Banco Central ? cerca de um terço do que captam. Esse volume de recursos não pode ser emprestado. A obrigação serve exatamente para que o governo consiga controlar o dinheiro em circulação na economia.
O investimento em CDBs se parece bastante com outros produtos de renda fixa. Entenda aqui os detalhes desse tipo de aplicação:
Rentabilidade
Quanto rende um CDB? A resposta é: depende. Existem vários tipos de CDBs, e cada um possui uma característica bem particular. Os três modelos mais comuns são:
? CDB prefixado: Nesse tipo de aplicação, o investidor consegue calcular exatamente a remuneração em reais que obterá até o vencimento do papel. Isso porque a taxa de juros é definida e informada desde o momento da aplicação. Um CDB prefixado com taxa de 5% ao ano, por exemplo, oferecerá exatamente essa remuneração até o fim.
? CDB pós-fixado: É, de longe, o tipo mais comum de CDB disponível no mercado. Nesse caso, o investidor sabe que indicador servirá de referência para a rentabilidade do papel também desde o momento da aplicação. Mas não é possível ter certeza de qual será o retorno em reais, porque ele seguirá a dinâmica de variações do indicador.
O indicador mais comum para os CDBs pós fixados é a taxa do CDI, principal referência de rentabilidade da renda fixa. Em geral, a remuneração de um papel desse tipo é apresentada como um percentual do CDI. Em um CDB com remuneração de 100% do CDI ao ano, por exemplo, o investidor vai ganhar 100% do que render o CDI ao longo de um ano. A mesma lógica funciona para um papel que pague 80% ou 120% do CDI.
CDBs pós-fixados também podem adotar uma forma de remuneração conhecida como ?CDI mais spread? ? do tipo, CDB mais 2% ao ano. Mas atenção: se o CDI subir ou cair ao longo do tempo da aplicação, a rentabilidade em reais poderá ser maior ou menor.
Os CDBs também têm o FGC, portanto a mesma segurança da poupança, mas com rentabilidade maior.
O que são?
Considerados investimentos de baixo risco, LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são emitidas por instituições financeiras. Com o objetivo de captar recursos para os setores imobiliário e agronegócio, respectivamente.
Como funcionam as LCI e LCA?
São dois tipos de investimentos em Renda Fixa de curto prazo e isentos de Imposto de Renda, que dão ao investidor duas opções: saber na hora da compra quanto seu dinheiro vai render ou optar por acompanhar as taxas de juros do mercado.
As LCI E LCA tem vantagem de não ter o IR sobre os ganhos, portanto não tem o come cotas porque se você quer investir a longo prazo, normalmente os CDBs tem prazo curto de 2 a 5 anos e isso te obriga a pagar esses impostos automaticamente a cada final de contratação, diminuindo a rentabilidade de longo prazo.