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Lojas Americanas (AMER3) cai quase 10%, Via (VIIA3) e Magalu (MGLU3) acompanham a queda após Black Friday nada impactante


Alguns analistas diziam que o cenário de juros e inflação deveria influenciar negativamente as compras das pessoas durante a Black Friday.

Foi possível comprovar com a queda das ações de varejistas brasileiras que caíam nesta segunda-feira na bolsa de valores quando analisado o fraco desempenho nas vendas online no final de semana da Black Friday, mesmo que analistas já tivessem alertado para tal situação.


Na última segunda-feira (28), as ações de Americanas (AMER3) encerraram o pregão com queda de 9,68%, a R$ 9,89, ficando no ranking das maiores perdas da Ibovespa. Outras varejistas, Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) caíram 6,70% (R$ 2,09) e 2,92% (R$ 3,32), respectivamente.

Informações da Confi Neotrust, em conjunto ClearSale, revelaram recuo anual de 34,2% no faturamento das vendas online de meia-noite de quinta-feira até sexta-feira às 19 horas, em torno de R$ 3,1 bilhões.

No último sábado, o desempenho foi melhor, porém 4,3% abaixo do faturamento comparado ao ano passado, que foi cerca de R$ 1,2 bilhão, conforme dados da Neotrust em relação as vendas do dia todo.


Há tempos que analistas dizem que o cenário juros alto e inflação iria refletir negativamente o consumo na Black Friday.

Todavia, a Black Friday de 2022 acabou sendo diferente por conta da Copa do Mundo, o que gerou mais promoções durante todo mês de Novembro, sem contar que não daria para levar em consideração os dados da pandemia onde estourou de vendas online.

?Dadas as compras antecipadas nas semanas que antecederam a Black Friday, o evento não deve ser analisado isoladamente?, disseram analistas do BTG Pactual referenciado por Luiz Guanais em seu relatório com data de domingo.


?Enquanto isso, alguns compradores voltaram a lojas físicas para a Black Friday, tornando as vendas do e-commerce menos comparáveis ??às dos últimos dois anos?, acrescentaram.

Outros dados da Neotrust indicam uma queda em novembro. Marcelo Queiroz, chefe de estratégia de mercado da ClearSale, falou também que ?o faturamento total do e-commerce, de 1 de novembro até o dia 26, às 23h59, fechou com R$ 17,7 bilhões, algo cerca de 8% menor que 2021?.

 

A equipe do Safra afirmou em comentário a clientes não acreditar ?que alguém esperasse que a Black Friday mudasse drasticamente a tendência de um ano globalmente difícil para o e-commerce em termos de vendas?.

A Levante Ideias de Investimento enfatizou que estavam aguardando uma Black Friday mais modesta em relação aos descontos, prazos e frete grátis, com base a nova situação econômica, uma vez que o crescimento da inflação influenciou custos internos das empresas e o aumento da taxa de juros, no capital mais restrito.


?Ainda assim, era esperado que o ?efeito Copa? tivesse maior impacto nas vendas, impulsionando o faturamento com o crescimento da venda de TV´s e portáteis para casa, o que parece ter funcionado apenas nas primeiras semanas de novembro ? período em que foi registrado aumento de 7% em valor,acumulando alta de 37% nas duas primeiras semanas do mês vs. 2021 ? no movimento de antecipação das varejistas que buscaram antecipar vendas da Black Friday para antes do primeiro jogo do Brasil na Copa. Este fator acabou diluindo as vendas ao longo do mês, fazendo com que a data oficial do evento na sexta-feira (25) perdesse um pouco o brilho?, apontou.

Conclusão que chegamos, é que devido o cenário incerto para 2023, as pessoas estão controlando os gastos para esperar essa troca de governo.