Claro mira compra da Desktop e ações disparam 16%

Prepare o café (ou o energético), que o mercado de telecom está pegando fogo: a Claro, gigante mexicana sob as asas da América Móvil, está em negociações avançadas para comprar 100% da operadora de infraestrutura de banda larga Desktop (DESK3).
Se der certo, adeus Desktop na bolsa ? ela seria ?deslistada? e passaria a ser controlada diretamente pela Claro.
Nem bem a notícia vazou e as ações da Desktop já dispararam ? chegaram a subir 15% no auge do pregão, encerrando o dia com alta de cerca de 9,7%, cotadas a R$ 11,30.
Vale notar que, em papéis com liquidez moderada, movimentos assim são mais ?explosivos? do que em gigantes como Petrobras ou Vale.
Mas calma: não virou negócio ainda. A Desktop diz que foram tratativas preliminares e não vinculantes ? até agora, nenhum consenso sobre preço, estrutura ou cláusulas do contrato.
A Desktop já tem uma atuação forte no interior e litoral paulista? esse território é valioso, pois conecta áreas que nem sempre são prioridade para as gigantes.
Se a Claro conquistar isso, ela avança ainda mais no estado mais disputado da telecom brasileira.
A Desktop já está investida em fibra óptica ? estima-se que tenha 57 mil km de rede própria.
Além disso, em 2024, a Desktop lançou uma operadora móvel virtual (MVNO), que usa a rede da TIM para oferecer serviço celular.
Com isso, a aquisição permitiria à Claro integrar internet fixa + móvel de forma mais fluida.
Atualmente, a Desktop é cotada na Bolsa com múltiplos de cerca de 5× EV/EBITDA, segundo fontes.
A gestora HIG (que controla ~53% da Desktop) estaria buscando receber 7× a 8× EV/EBITDA para fechar negócio.
Então, para convencer os donos da Desktop, a Claro terá de pagar um ?prêmio estratégico? além do valor contábil.